Give Me Novacaine Quando fui passar vinte dias na Síria, isso há uns 2 anos, fiquei na minha cidadezinha chamada Deir Atieh, inclusive escrevi um texto falando sobre isso, só não comentei , que quando passei uma semana nessa minha cidade, algumas coisas me fizeram bem, talvez pra enfrentar tanta coisa estranha por dentro. Uma dessas coisas foi pegar o carro e sair dirigindo pela cidade que naquela semana estava vazia, sossegada, é uma cidade perfeita para escritores, que gostam de calma e gostam de buscar inspiração na natureza, principalmente como é no caso de Deir que é rodeada por montanhas. Posso dizer que em Deir, o tempo na maior parte das vezes é fresco, quando está calor na capital Damasco, todos vão para a cidadezinha passar o verão e no inverno é praticamente impossível ficar lá, já que a temperatura passa dos zero graus negativos. Mas eu fui no verão e portanto passei uma semana inteira em Deir. Eu esperava o final de tarde pra pegar o carro, colocava meu cd do Green Day e mandava bala pela solitária cidade, foi isso que me consolou e me anestesiou por tanta coisa que tava acontecendo, pode parecer nada, mas eu sempre adorei dirigir e por isso aproveitava o vazio de lá pra treinar, ao mesmo tempo fiquei viciada pela música do Green Day, sou viciada por música, acho que é um bom vicio pra se ter, e mais especificamente naquela semana não conseguia ouvir outra música, a não ser Give Me Novacaine do CD American Idiot da banda, eu odeio drogas, cigarros, bebida desenfreada, bebo de vez em nunca e nada de mal nisso, como dizem cada um tem sua vida para cuidar dela, mas o que importa é que gostei dessa musica, a batida triste e melancólica se encaixava muito em tudo, e talvez a droga que eu precisava naquele momento era simplesmente ouvir essa música e dirigir sem rumo. Pensava no Brasil, nos meus tios falecidos, na família e tentava afastar a saudade e a solidão, que mesmo rodeada de gente, me sentia realmente muito mal, todos nós somos solitários no fundo, mas naquele momento eu me sentia mais, mas a vida é assim mesmo, creio eu. Portanto esse post é no fundo só pra dizer que muitas vezes é a arte que salva, não importa que tipo de arte, em que idade, em que situação, às vezes o que nos faz segurar as pontas é a arte, é apreciar algo que nos faça esquecer a nossa própria realidade. So give me music
Escrito por Hadil às 00h13
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Preciso comentar de alguns shows que fui nesta semana. O primeiro foi o show da banda Cachorro Grande, que rolou no dia 29 no Sesi em Sampa, foi muito interessante, sensacional mesmo foi ver o povo todo sair correndo de seus lugares e ir para a frente do palco no início do show, isso posso dizer foi Rock and Roll, assim como o show da banda Golpe de Estado no Sesc Vila Mariana no sábado da Virada cultural, achei original, muito diferente e olha que foi a primeira vez que vi e ouvi a banda, tá eu sei, isso é uma vergonha, mas agora já conheço e posso dizer que gostei bastante. Já o terceiro e último show também no domingo da Virada, foi o da banda Irmandade do Blues, que claro toca o gênero de mesmo nome, porém vária do clássico a misturas bem bacanas, a banda convidou o Bocato e o Andreas Kisser do Sepultura, que posso dizer que estava mais para kisses por parte da mulhereda rs, brincadeira o cara mandou bem, como não poderia ser diferente. A banda apostou em versões nada comuns como da música Mercedes Benz da Janis Joplin, e tenho que dizer que o vocalista cantou bem pra caramba, foi um show e tanto, pena que no final do show quando tentei comprar o cd, ja tinha acabado, acho que a banda não tá a fim de ganhar grana, levaram poucos cds hein? rs, mas tudo bem, valeu a pena ouvir pessoas tão talentosas. Todos os shows que vi foram muito bons, espero que as outras atividades da Virada Cultural também tenham sido. Dedico esse texto ao roqueiro Pedro.
Escrito por Hadil às 00h35
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